quinta-feira, 13 de março de 2014

Servidores da Uncisal protestam na Santa Mônica


GREVE. Trabalhadores prometem radicalizar o movimento
Servidores da Uncisal protestam na Santa Mônica
Foto: GILBERTO FARIAS
Servidores se concentraram em frente à Maternidade Santa Mônica
Foto: GILBERTO FARIAS
Por: DA REDAÇÃO COM GAZETAWEB
Servidores da Universidade de Ciências da Saúde  (Uncisal) promoveram, ontem, nova manifestação em frente à Maternidade Escola Santa Mônica, no bairro do Poço, em Maceió, para cobrar do governo do Estado reposição salarial de 25%, realização de concurso público e melhores condições de trabalho em todos os setores da instituição.

“Nós contribuímos para a formação de inúmeros profissionais da área de saúde, mas não temos saúde adequada porque trabalhamos em péssimas condições”, protestou, em entrevista à Gazeta de Alagoas, por telefone, o servidor Ederaldo José dos Santos, atual presidente do sindicato representativo de sua categoria.

O líder do movimento paredista reforçou que a greve começou dia 12 de dezembro do ano passado e que apenas 30% dos servidores da Santa Mônica, onde se registra maior adesão à paralisação, estão trabalhando diariamente. Os demais, acrescenta, dedicam-se aos protestos contra o governo.

“Na Santa Mônica, apenas 30% dos 900 efetivos estão trabalhando”, explicou o sindicalista, um dos inúmeros servidores queixosos com suas atuais remunerações. “Quando ingressei na instituição, 34 anos atrás, tinha salário mais digno. Atualmente, recebo pouco mais do que salário mínimo”, avisa.



ALERTA

Além da luta pela rediscussão do Plano de Cargos e Carreiras (PCC) da categoria, assunto que não teria avançado na Secretaria Estadual de Gestão Pública (Segesp), os grevistas se dizem “cansados” da promessa de reposição salarial de 25%, que vem sendo feita à categoria desde 2007.

Na próxima quinta-feira pela manhã, a partir das 8h30, em assembleia geral marcada para a porta da Santa Mônica, o comando de greve reúne servidores para deliberar pela paralisação ou então pelo endurecimento do movimento grevista.

“A gente pode até endurecer contra o governo, caso a direção da Uncisal não nos dê resposta em relação às reivindicações”, alerta o sindicalista Ederaldo José dos Santos, crítico do Processo de Seleção Pública Simplificado (PSS) a partir do qual mais de mil servidores prestam serviços à instituição.

“É provável que, no meio do ano, muitos destes contratados tenham seus contratos encerrados. Seria a oportunidade para substituição por aprovados em concurso público, mas não há perspectiva alguma de realização de seleção (concurso) para contratação definitiva de profissionais”, observa.

ILEGALIDADE

Para impedir mais transtornos no atendimento, a reitora da Uncisal, Rosângela Wyszowirska, solicitou à Justiça a ilegalidade do movimento.

A reitora da Uncisal afirmou ainda que o departamento jurídico se posicionou pelo pedido de ilegalidade do movimento. “Com base nas informações a que tivemos acesso no jurídico, encaminhei ontem o pedido à Justiça. É um grupo pequeno que conseguiu adesão na Santa Mônica”, emendou, acrescentando que cerca de 100 funcionários da unidade aderiram a paralisação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário